domingo, 14 de janeiro de 2018

Temos festeira



Estamos na 29ª semana e o que ela só quer é FESTA!!! Passa noite e dia literalmente aos pulos dentro da minha barriga. A sensação é que parece que tenho pipocas a rebentarem o tempo todo na minha barriga :) e que querem saltar da barriga para fora! Mágico. 

Estava a ficar preocupada com tal reboliço mas depois de me informar parece que mexer muito é um óptimo sinal, sinal de que é muito activa e saudável. Milagre da vida. 💜

Além da Flor se mexer parece que já começo a sentir contracções... que comecem os treinos! Sintomas: barriga dura e torta por alguns segundos. As chamadas contracções de Braxton-Hicks, para já tudo bem, a sensação é a contracção do músculo da barriga por alguns segundos.

Este reboliço todo dentro de mim faz-me pensar que está cada vez mais perto. 

Não acredito que vou passar por um parto. Pois é! e o parto? Como é que eu imagino o parto? não imagino :) Não tenho intenção de fazer quaisquer planos para o parto, vamos ver o que acontece.

Como mãe pela primeira vez e aplicada que sou :) vou começar as aulas de preparação para o parto. Não é essencial, mas na minha opinião importante porque ajuda a arrumar as ideias, trocar experiências com outras grávidas. No fundo substitui um bocadinho a transmissão da tradição familiar. Outros tempos, tempos em que somos mães mais atarefadas, a família não está aqui ao lado para ajudar e assim temos que aprender de alguma forma.

Enquanto o bebê se prepara 9 meses para conhecer os pais, nós também temos que nos preparar para o receber. 

Aprender nunca é demais. e ao contrario de que se pensa o foco destas aulas não é a parte da respiração :) mas tudo que diz respeito aos cuidados com o bebê, com a gravidez e parto. 

Vamos então aproveitar que o nosso sistema nacional de saúde apoia a iniciativa e oferece cursos no centro de saúde 👌, assim não temos a barreira de ter de recorrer ao privado.

Que venha mais uma semana! 💜


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Mais respeito pelas grávidas! por Eduardo Sá


Eduardo Sá, conhecia este Sr. mas nunca tinha lido trabalhos dele. Através de uma amiga tive conhecimento do seu blog Aqui e comecei por ler este texto que anexo abaixo. Apesar de extenso vale a pena ler. Fantástico! Foi a primeira vez que li alguma coisa deste autor e francamente fiquei delirada. Meu Deus parece que estou a ler um artigo de uma mulher grávida. 

Agora estou curiosa para ler algumas das obras do autor. Difícil vai ser escolher!



Não está na altura de - definitivamente - acarinharmos a parentalidade?
Foi notícia, há pouco tempo, o desabafo de um membro do Governo a propósito da quantidade de baixas médicas por gravidez de risco no contexto de uma intervenção pública onde, ao mesmo tempo, foram abordados os quase três milhões de dias de faltas ao trabalho no sector  da saúde.
Será razoável que, de forma indevida, haja baixas fraudulentas, por mais que sejam atestadas medicamente? Não, claro. Mas será prudente presumir que, atendendo ao número de baixas médicas por gravidez de risco, haverá um número significativo de fraudes a sustentá-las? Também não!
Aliás, talvez esta possa ser uma boa altura para falarmos da gravidez e do que ela representa para uma mãe. Em primeiro lugar, e num plano físico, uma gravidez não é o céu! É esgotante. Do meio para o fim da gravidez, passa-se a não ter “posição” para dormir. O sono nunca é reparador. A bexiga está constantemente pressionada. A azia torna-se comum. A respiração mais ofegante. E o coração reage ao “excesso de peso” súbito, em consequência de um bebé “hospedado”, da forma possível, dentro da barriga. De um momento para o outro, uma grávida é atravessada por uma dor aguda, consoante o modo como ele se movimenta ou o membro que vinca sobre um órgão da mãe. Se anda demais, uma grávida desfalece, o bebé reage e confundem-se cólicas com contracções. Se está longos períodos sentada há uma dor que se impõe e que lhe exige que se distenda. Ou seja, por mais que se sinta com “o rei na barriga” uma grávida não se reconhece, muitas vezes, no seu corpo. Luta com ele. Na forma como anda ou tentando reagir às limitações que tem.
É claro que tudo isto incomoda, cansa e magoa. E tem um determinado valor se a grávida tiver um “grávido”a acompanhá-la, a amparar e a cuidar das suas dificuldades de todos os dias: quando ela se senta, se levanta ou se movimenta, por exemplo. Mas tem um valor várias vezes mais duro - apesar da forma amorosa como viva o bebé - se ao cansaço se associar o desamparo com que vive a gravidez. O que, sejamos verdadeiros, não é tão raro assim que suceda. E se, sobre tudo isto, tiver outro(s) filho(s) cujos cuidados sobrem para ela. E se quiser dividir os seus cuidados com todos eles, pegando-lhes ao colo, dando-lhes banho ou adormecendo-os. Para além de cuidar, em exclusividade, da casa (como acontece à maioria das mulheres). Pergunto-me, pois, diante de tudo isto, onde estará a sensatez daqueles que, a propósito da gravidez, ainda insistem em chamar-lhe “férias de parto”.
Se acrescentarmos a tudo isto um trabalho. O rigor com que uma grávida o pretenda desempenhar. O caminho que tenham de fazer até lá chegar. O trajecto de regresso. E as esperas que tenham de ter nos mais diversos locais e a forma indecorosa como, habitualmente, apesar dos avisos de atendimento prioritário, é ignorada por homens e por mulheres, tudo se complica. Se, para mais, só por estar grávida, uma mulher pode ver em risco o seu posto de trabalho, as suas avaliações de desempenho e as suas relações laborais a gravidez torna-se irrespirável. Se, como também acontece, vê algumas pessoas a aproveitarem-se da sua posição fragilizada, e se, para além do mais, aquilo que lhe é exigido não se compadece com a sua fragilidade física e afectiva, para além de se sucederem os conflitos, as tensões, os prazos, etc., típicos de um trabalho normal, talvez seja importante perguntarmos ao que é que nos referimos quando falamos de uma gravidez de risco. A inchaço, vómitos ou sangramentos? A risco de parto prematuro?
E, depois, há tudo aquilo que se passa, de forma mais ou menos silenciosa, dentro duma grávida. As suas experiências de gravidez anteriores. Os seus medos. A situação de parto e o receio de morrer. O que ela teme ou confabula que venha a seguir ao nascimento. As ajudas que possa não ter. Os custos que ela sente que isso tudo pode trazer-lhe. A culpabilidade por alguma coisa que possa não ter sido tão exemplar na cabeça dela, durante a gravidez, a propósito do bebé. Os desacertos familiares. Algumas “constipações” da sua relação de casal. Um ou outro indicador mais preocupante a propósito da saúde do bebé.  Mais as análises. E o peso, claro. E um ou outro pesadelo acerca do bebé que, nesta altura, ganha outra dimensão. E todas as reticências mais ou menos secretas que povoam o seu coração.

Não seria, então, uma boa altura para assumirmos que uma grávida - em função daquilo que entenda protegê-la a si e ao seu bebé, e com o aval do seu obstetra ou do seu médico de família - deve poder viver a segunda metade da gravidez com o recolhimento e os cuidados que o seu estado exige? Não deve uma licença de maternidade começar, “obrigatoriamente”, mais cedo? E, por isso mesmo, não devia ser maior? Não devia estender-se a partir da segunda metade da gravidez? E, sobretudo, sem uma aura de fraude a inquiná-la? É claro que haverá quem fale nos aspectos financeiros de uma medida como esta. Mas haverá tantas grávidas assim e será uma gravidez tão displicente e tão insignificante que uma medida de protecção como esta não seja devida? E, diante de tudo isto, fará sentido confundir baixas fraudulentas com baixas médicas por gravidez de risco? Isto é: desde quando é que o equilíbrio psíquico de uma grávida não se deve assumir como um factor de risco no pré e no pós-parto? Será, assim, tão sumptuoso que, ao período que a Lei define como Licença Parental se acrescentem mais 4 meses, com carácter facultativo, que protejam uma mulher e abriguem a gravidez?

A Mulher Balança

Hudson Baroni diz que quando for pai vai ser o mais babado do mundo. Adora falar em público. Escreve um livro há 6 anos, gosta de escrever de forma incisiva e directa, não quer ser mais um “escritor de coisas melosas”, e escreve sobre relacionamentos como se estivesse a dar conselhos para amigos, porque está. 

Hudson Baroni escreve acerca das mulheres com uma sensualidade incomum e mostra as principais características da mulher de cada signo, na perspectiva masculina. 

Eu Li, identifico-me :) guardo e partilho!


"A mulher BALANÇA é considerada uma "Mulher Jovem com alma antiga". 
Ela tem um charme e classe surreal. Tem alguma coisa nessa mulher que faz com que ela seja naturalmente irresistível. 
Mas a velocidade que ela tem em te conquistar é inversamente proporcional à velocidade de ela se apegar. Mas se tu conseguires passar pelas barreiras do coração dela e ela começar a gostar de ti também... é para sempre.
Acho que por ser avessa à instabilidade ela prefere ser mais precavida com quem se envolve. Acho válido. Só que pode ser um problema para ela se envolver e entregar a alguém.
Mas, caramba... que mulheres sensuais.
Balanças são muito inteligentes e gostam de conversar e de te ouvir. 
Ela meio que vai querer analisar o que tu estás a dizer e se o teu ponto de vista está certo ou errado, mesmo sem tu pedires. 
Ela tem um certo "senso de justiça" e gosta de ter a certeza de que ela e quem ela gosta está fazendo a coisa correta.
Ah, a balança é bem observadora. Bastante!
Ela até fala pouco às vezes, mas está sempre analisando demais tudo e todos.
Então se tu estiveres vacilado com ela ... ela sabe.
Pode fingir que não, de repente está te dando uma chance de se redimir."